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A pandemia do novo coronavírus, eclodida em proporções globais em 2020, impôs ao mundo novos hábitos de cuidado, consigo e com os outros, e uma série de restrições sobre interações sociais, culturais e afetivas. Pela primeira vez, depois de muitas décadas, o carnaval carioca, símbolo mundial da integração das expressões artísticas com os festejos populares, se vê numa condição de restrição às forças motrizes de suas manifestações: o contato físico coletivo e a ocupação dos espaços públicos pelos foliões. Uma série de cancelamentos de eventos carnavalescos oficiais já foram antecipados, e a perspectiva incerta a curto prazo da possibilidade de interações físicas e sociais seguras apontam para um carnaval que inevitavelmente lançará mão de sua mais importante característica: a criatividade lúdica, como forma de resistência.

A arte, fundamental dispositivo de reflexão e de interação social e cultural - assim como o carnaval - se apresenta como importante ferramenta de proposições para imaginarmos futuros possíveis durante e pós-pandemia. O projeto Baile de Máscaras propõe a cinco artistas/coletivos contemporâneos emergentes no contexto das artes visuais do Rio a produção de trabalhos que elaborem abordagens político-poéticas sobre o tema da máscara. As obras ficarão expostas em uma plataforma virtual durante o período do carnaval 2021.

A ideia da máscara aparece no projeto de forma ampliada, buscando expandir a própria ambiguidade contida no tema da exposição. No sentido semântico, a máscara se refere tanto ao adereço tradicional do carnaval, usado para que as/os brincantes pudessem resguardar suas identidades ao liberarem suas fantasias; mas também, recentemente, no contexto pandêmico, as máscaras protagonizaram uma campanha de conscientização para segurança individual e coletiva, tendo seu uso como um dos principais fatores de controle na propagação do novo coronavírus no mundo.

A exposição Baile de Máscaras busca articular as ideias de fantasias justamente na potência ampla de suas representações. A máscara pode, portanto, ser múltiplas elaborações estéticas e poéticas que reflitam sobre identidades, (auto)cuidados e pertencimentos.

Participam da exposição coletiva virtual Baile de Máscaras: Agrippina Manhattan, Coletivo Trovoa (RJ), Irmãs Brasil, Mulambo e Yhuri Cruz.  O projeto conta com a curadoria de Alexandre Silva.

O projeto Baile de Máscaras foi selecionado no Prêmio Fomento à Todas as Artes, realizado pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, no âmbito da lei emergencial Aldir Blanc


Exposição coletiva virtual Baile de Máscaras


Artistas
Agrippina R. Manhattan
Coletivo Trovoa (RJ)
Irmãs Brasil
Mulambö
Yhuri Cruz

Pesquisa e curadoria
Alexandre Silva

Projeto gráfico
Bernardo Alevato

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